Reportagem – Calipal

AMIGOS PIPEIROS, UM FESTIVAL
Outro domingo salvo, irmãos, dessa vez por uma profecia. “O endereço não é certinho. Quando estiver chegando, olhe para o céu. As pipas te ajudarão a encontrar o caminho.” Guiados pelas sábias palavras de um grande espírito batizado Caio, seguimos, eu e a Carol Sachs — mesmo sem ouro, incenso ou mirra –, para o último Festival de Pipas de 2010 do Calipal, em Guarulhos.
Avistamos a Pipa Guia às 8h, alvorecer previsto do campeonato de maior rabiola — o vencedor estendeu ao divino “cerca de 900 m [de raba]“, me disse o Rubão, um dos organizadores. Tão grande foi a hospitalidade de distinta família — comemos e bebemos do deles — que nos deixamos ficar até pouco depois do sol a pino.
Iluminação de devera grandeza, fritando sob o Sol, catequizados fomos por muita liberdade (“deixei minha patroa em casa pra vir pra cá”), humanidade (“aqui tem de tudo, polícia, empresário, dentista e até vagabundo”), regozijo (“tenho 51 anos e não consigo ficar sem minha pipa. É minha paixão”) e comunhão (“voltem depois. Estamos aqui todos os fins de semana”).
Salvação dominical, aleluia! Que os ventos soprem a seu favor. Olha só.
BRUNO B. SORAGGI
FOTOS POR CAROL SACHS

Sigais a pipa-guia e encontrarás o Calipal.

Ei, Patrick!

Pipa do Vingador chifrudo.

Muito novo pra ser zoado. Ainda.

A pipa era dele mesmo.

Zezinho Doido da Vila Augusta. Esse cara tinha as pipas mais legais.

Alternativa válida pra falta de mulher no rolê.

Essa é do Caio. Tinha perdido no festival de Arujá. No domingo alguém devolveu pra ele.

Pra que ter olhos verdes se minha pipa vermelha reflete o verde... Tá ligado?

Leon, 14:

Pipinha de bolinha coloridinha.

Carpas ficam iradas em pipas, mas toscas em tatuagens.

Pipa de malandro empina quando e a linha não arria.

Quem não tivesse a sua podia comprar lá na hora.

Eu até tentei barganhar, mas o carro não estava a venda.

Disk-pipa. Seu pedido em 25 minutos ou o dinheiro de volta.

Curtição pra garotada.

Alegria pra marmanjada.

O lounge.

Pendura na conta do Rubão.

Tânia, esposa do Marcelo, e o maior empreendimento da área.

Não falei que o negócio era sério?

Traquinagem entre amigos, Rubão e Gê. A pipa do vovô ainda sobe, DIZ ELE.

Se você entendeu outra coisa, tá na hora de parar com o crack.

Carretilhas.

Só aí tinha mais ou menos uns mil metros de rabiola.

Aposto que ele curte Restart.

Preparando pra voar. Essa foi a equipe campeã, que levantou 900 m de rabiola.

Amigos pipeiros.

Aqui ainda estava rolando a competição de rabiola. Só depois do almoço é que começou o combate.

Se eu fosse dar um nome pra essa foto, seria algo do tipo

A média de linha pra cada pipa era de uns mil e quinhentos metros.

É muita poesia.

Acontece.

Eu juro que torcia pra essa cair.

De novo a rabiola da vencedora.

Aí já começou a valer cortar linha alheia.

Se pegou, é sua.

Tá dodói, tá?

Ô bebê.

Tá vendo, tattoo legal é assim, não de carpa. Cacei essa porra o festival inteiro. Não ia ser roots sem uma.
e isso ai cara piapa e muito legau e com serol aaaaaa melhor ainda
maneiro.en vl bp
LINDO TIO
Equipe OsPeritoS Zona Oeste São Paulo EMBARCANDO NESA
MOVIMENTO PIPA O ANO TODO